<$BlogRSDUrl$>

terça-feira, julho 05, 2005

Um Livro 

Já li 3 ou 4 vezes este livro e nunca páro de me surpreender. A sua leitura leva-me sempre a pensar, em várias questões que se prendem com a nossa postura perante a vida e perante determinadas situações.

Aqui vai um pequeno trecho que me faz pensar.

Diálogo entre Ana e o cura da paróquia:
“ –Acreditas em Deus?
- Acredito.
- Sabes quem é Deus?
- É Deus.
- Costumas ir à igreja?
- Não.
- Porquê?
- Porque já sei aquilo tudo.
- O que é que sabes?
- Sei amar o Tio Deus, amar as pessoas, e os gatos, e os cães, e as aranhas, e as flores, e as árvores...-a lista nunca mais acabava-...com todo o meu coração.”

...

“Aquele costume de os adultos irem à igreja enchia Ana de suspeitas. A ideia do culto colectivo ia contra o sentido íntimo das conversas que ela tinha com Deus. Quanto a ir à igreja para se encontrar com o Tio Deus, era absurdo. Se ele não estava em toda a parte, então não estava em parte nenhuma. Não via a relação entre a igreja e “falar com o Tio Deus”. Para ela tudo era claro: ia-se à igreja para receber a mensagem quando ainda se era pequeno. Uma vez recebida a mensagem, saía-se para agir. Quem continuava a ir à igreja é porque não tinha recebido a mensagem ou não a tinha
compreendido, ou simplesmente “para se mostrar”.”


In “ Mister God, this is Anna”



This page is powered by Blogger. Isn't yours?