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quinta-feira, janeiro 29, 2004

Para maiores de 28 anos!!! 

"Em conversa com o irmão mais novo de um amigo, cheguei a uma triste conclusão.
A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.
E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.
O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer.
"Quem? " , perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus> ...

Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: " Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além... " era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.


Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora. O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super-Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual ...

E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul.
Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Chanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.

Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos. Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos. Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra.

Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce.

O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.
Confesso, senti-me velho ...

Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador.

Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft. Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros.

Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e a fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa a fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo > "> Moleculum infanticus> " , que não existiam antigamente.

No meu tempo, se um gajo dava um malho (muitas vezes chamado de > "> terno> "> ) nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse. Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso.

Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam geração " rasca " ... Nós éramos mais a geração " à rasca " , isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca a ver se a namorada estava grávida, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.

Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de prenda de anos e Natal, tudo junto.

Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo. Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.

Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos.

Antes, só havia um cromo por turma. Era o tóto de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas. É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.

Hoje, se um puto é normal, ou seja, não tem óculos, nem aparelho nos dentes, as miúdas andam atrás dele, anda de bicicleta e fica na rua até às dez da noite, os outros são proibidos de se dar com ele."

Recebi este texto por mail. Decidi publicar por achar que tinha realmente a ver com tudo, não sei de quem é a autoria, mas podia ser realmente de qualquer trintão...




quarta-feira, janeiro 28, 2004

Um Ano de Saudade 

Partiste como se de um pássaro de longas asas se tratasse.
Partiste para sul em busca de calor.
Deixaste muitos corações pequeninos e partidos, em busca de palavras.
Deixaste muitas lágrimas e saudade.
Agora que vives na eternidade das recordações, perto da perfeição, longe da tristeza, conforta-nos lembrar os sorrisos, os gestos, as palavras, tudo o que de bom tinhas sempre para dar.
Recordamos aquele sorriso, aquela palavra, aquela juventude que transbordava a cada olhar e a cada gesto.
Um ano passou, a saudade...essa será eterna!

terça-feira, janeiro 27, 2004

O Tempo Voa - 20 anos passaram... 

MENINA


Menina de olhar sereno

raiando pela manhã

no seio duro e pequeno

num coletinho de lã.

Menina cheirando a feno

casado com hortelã.

Menina que no caminho

vais pisando formusura

levas nos olhos um ninho

todo em penas de ternura.

Menina de andar de linho

com um ribeiro à cintura.

Menina da saia aos folhos

quem te vê fica lavado

água da sede dos olhos

pão que não foi amassado.

Menina do riso aos molhos

minha seiva de pinheiro

menina da saia aos folhos

alfazema sem canteiro.

Menina de corpo inteiro

com tranças de madrugada

que se levanta primeiro

do que a terra alvoraçada.

Menina de fato novo

ave-maria da terra

rosa brava rosa povo

brisa do alto da serra.

José Carlos Ary dos Santos (1971)

quinta-feira, janeiro 22, 2004

Cantigas Pequeninas 

Nascer

Mãe!
Que verdade linda
o nascer encerra:
Eu nasci de ti,
Como a flor da Terra!

Tila

Com tanto amor te sonhei,
Com tanto amor eu te quis,
Que do pranto que chorei
Nasceste flor de raiz!

Matilde Rosa Araújo


sexta-feira, janeiro 09, 2004

Pouca coisa! 

Não estou com grande inspiração! Mas apeteceu-me dizer qualquer coisa, talvez não o possa fazer nos próximos tempos (por estas paragens, claro!).

Estou desactualizada de informação, por falar nisso, vou ligar a TSF para me irritar.

Já não posso ouvir falar de pedófilia (o que não quer dizer: relativizar ou minimizar o assunto), apenas saturação de tanta conversa e tão pouca resolução do caso.

Depois, de um modo geral, as notícias são sempre más: greves, falta de médicos, de ordenados, aumento do pão, da electricidade, dos transportes públicos, meningites, mortes passionais, etc, etc...

Acho que na 2ª vou mandar publicar, nos meios de comunicação social mais lidos/ouvidos, uma boa notícia. Estou farta de tanto negativismo.

Por acaso, ao passar pelo SAPO li que o Bush quer mandar um homem a Marte. Porque é que não vai ele (passa a vida a mandar gente pra todo o lado!) e fica por lá???!!!

Ok! Ouvi uma notícia simpática: uns tigrezinhos de Bengala brancos (espécie em via de extinção) que nasceram num zoo qualquer do mundo (creio que lá para as bandas de Buenos Aires).
Em contrapartida ouvi que num dos parques/reservas mais importantes do mundo, situado na África do Sul (Kruger National Park), onde estão uma série de espécies em via de extinção, acredita-se que muitas delas se extinguirão nos próximos anos.

Fim da pouca inspiração que me restava...Vou ligar a T.V. e ver um daqueles maravilhosos programas da manhã (ainda não sei se prefiro o Jorge Gabriel, o Manuel Luís ou a Fátinha), venha o diabo e escolha!

quarta-feira, janeiro 07, 2004

Oxalá 

Oxalá...se vire ao contrário!!!
Oxalá...não seja gigante!!!
Oxalá...não me deixe cheia de dúvidas, embora seja repetente nestas andanças!!!

Pois é! Não pode ser a qualquer momento, de modo nenhum. Está sentadérrima e pesa qualquer coisa como 3.900Kg (elegantesinha, hem!!!...).

O que vai acontecer??? Aquilo que se sabe, nada de normalismos, tudo marcadinho à hora, ao milimetro, bem controlado, e lá para dia 12 ou 13 (depende da agenda daquela Sra. importante que tudo decidiu).

Tenho de aguardar, confesso que com o nervosismo normal de uma primeira vez (que por sinal não tive tempo para ficar nervosa!).

Oxalá...venha bem!!!
Oxalá...chegue a horas do chá!!!
Oxalá...eu fique suficientemente lúcida para a conhecer no momento!!!
Oxalá... seja calminha!!! Como a mãe...
Oxalá...

domingo, janeiro 04, 2004

2004 

Finalmente consegui uns minutos para navegar. Já estou de, suposto, repouso. A Madalena pode nascer a qualquer momento. O que é certo é que ainda não consegui descansar 15 minutos seguidos e nem na blogoesfera tenho tempo para desanuviar. Enfim...

Por agora, deixo apenas votos de um Super Ano Novo. Tenho de me retirar antes que a casa vá abaixo, já oiço os gritos selváticos dos meus dois indios!

Até sempre e que a blogoesfera em 2004 esteja ainda melhor que no passado.

Sejam felizes!


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